quinta-feira, 8 de março de 2012

Dark Side Of The Moon, o play que mudou o rumo da gravação em estúdio!

Escrever o primeiro texto do blog, falando sobre o disco que 1 em cada 5 britânicos tem em suas casas, pode parecer um ato irresponsável de minha parte! Mas não é! Afinal, eu e esta obra prima da engenharia de gravação, temos uma afinidade muito grande. Sim eu já habitava o planeta Terra, quando este disco foi lançado em terras tupiniquins, na metade de 1973.O disco, gravado nos estúdios Abbey Road em Londres,  mais precisamente no estúdio 3,  foi o segundo disco na história, a provocar uma reação nas pessoas, do tipo "Como eles fizeram isso?". O primeiro foi o Sgt Pepper´s dos Beatles. Canções com temas profundos, tais como tempo, guerra, grana, loucura, morte, e com partes instrumentais intermináveis, jamais seriam lançadas nos dias de hoje, e sequer tocariam nas rádios ou virariam single, ficando no top 20 dos EUA, como foi a faixa "Money", composta como um blues e tocada pela banda em 7/8! "- Tempo composto maldito!", pensava um jovem Raul, começando a tocar bateria e sempre atravessando na frase final do compasso! Lembro também da primeira audição do disco, na casa do meu cunhado, quando eu tinha 8 anos, em 1973, e do medo que essas faixas me causaram. E ainda causam, pois confesso, até hoje tenho medo de escutar esse disco com os fones de ouvido e as luzes apagadas!
Gravado em 16 canais, o play passou por um processo de compreensão muito delicado da banda e do pessoal da técnica, tanto na gravação como na mixagem. Tive o prazer de conhecer um dos meus heróis da engenharia de gravação, Alan Parsons, o engenheiro desta obra prima, em 1995 aqui em sampa, e 5 anos depois tive a honra de poder trocar com ele, meia hora de papo em Nova York, durante shows que ele realizou na cidade, com o "Alan Parsons Project" no verão de 2000. Ele me contou detalhes desse disco, tais como a briga entre ele e Nick Mason, o baterista da banda, totalmente insatisfeito com o som da bateria que estavam tirando no inicio das gravações. Ou como tiveram dificuldades em reproduzir o eco utilizado nos roto-toms da música "Time". Todos esses detalhes, eu comento de maneira mais abrangente no áudio que você encontra a seguir, pois é muita coisa pra descrever e ficaria entendiante para vocês apenas lerem, além do que este blog fala de som, então nada mais justo do que conter partes em áudio!
Vamos falar também da associação "Dark Side of the Rainbow", que nada mais é que a sincronicidade entre o album e o filme "O mágico de OZ", de 1939.Que Alan Parsons chamou de "nonsense, stupid and ridiculous", ou seja, besteira total! Mas quando você toca o cd na parte certa junto com o filme, fica até fácil acreditar em algo mais que coincidência! Enfim,espero que vocês gostem deste formato de texto e áudio que me propus a fazer, e como eu sempre digo antes de começar uma sessão de gravação: Bon Voyage!





A lendaria EMI TG12345 utilizada na gravação. Esses consoles personalizados, foram fabricados dentro da própria EMI e nunca foram comercializados.



Sintetizador EMS sinthy A, usado para produzir o sequencer de "On the run"


Teahouse Band (Karen, Nelson e Raul) com Alan Parsons em 1995











Ficha técnica do album:


Gravado entre junho 72 e janeiro 73


Lançamento Março de 1973

Gravado nos estúdios Abbey Road, Londres

Produzido por Pink Floyd

Engenheiro de gravação Alan Parsons

Assistente Peter Jameas

Supervisão de mixagem Chris Thomas

Saxofone Dick Parry

Vocais  "Grat gig in the sky" Clare Torry

Backing Vocals Doris Troy, Leslie Duncan, Liza Strike, Barry St John

Pink Floyd  David Gilmour, Nick mason, Richard Wrigth, Roger waters



17 comentários:

  1. Muito legal Raul! Parabens!
    Eu adoro esse disco, e a sua explicação é muito exclarecedora.
    Só uma dúvida, vc deiz que os relógios em Time fora pegos de um track que era vendido em lojas, mas naquele documentário "classic Albuns" acho qeu do History Channel ou da VH1 eles dizem que deu trabalho para sincronizar todos os relógios para despertar ao mesmo tempo... será que eles estavam falando quando garavaram o track?

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  2. sim.foi o que disse no audio. eles pegaram varios sons de despertadores tocando, e dai sincaram todos no inicio da gravaçao, em varios tracks
    abraços

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  3. Raul, na boa. É muito estranho começar a ouvir o post e não ouvir o "bom dia. boa tarde e boa noite." hehehehehe. Sobre o The Dark Side, qndo estou uma pilha de nervos no trabalho, escuto no fone de ouvido e é impressionante a forma que ele me faz relaxar. Fico mais focado no meu trabalho(Programador) e esqueço do mundo fora Dark Side que é assim que me refiro. hehehehehee. Muito bom o post! Qual será o próximo?

    Ass: Anderson Ferreira (O_Zeppelin)

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  4. Não só escutei inteiro, como escutarei novamente, show!!!

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  5. Aguardando os Beatles, sugiro, se é que se pode fazer isso, para um dos futuros post's Aqualung Jethro Tull.

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  6. Muito bom, Raul. Inclusive li esse post ouvindo a faixa "Brathe", é sem dúvidas um grande álbum. Se a Shine On You Crazy Diamond (em especial, a parte 2) fosse do Dark Side, eu me recusaria a dar nota a obra.

    Boa sorte com o novo blog, já to ansioso pra ver algum post sobre o Rush! hehehe

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  7. The Great Gig In The Sky é realmente uma música que vai na alma do cidadão que a ouve. E Money é uma das minhas músicas preferidas não só do Pink Floyd, mas de todos os tempos. Interessante também as bastidores da gravação, são histórias bacanas de se saber. Gostei demais do blog Raul, vou acompanhar, já te acompanho no Mondo Palmeiras e na Web Rádio Verdão, muito bom trabalho mesmo. Abraço.

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  8. Raul ficou muito bom, parabéns já estou agaurdando o próximo, outra coisa tem como baixar o post-audio??? abs e saudações.

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  9. Pô Raul, muito legal poder ouvir seus comentários sobre Rock!

    Aguardando desde já, o post sobre o Abbey Road.

    Forte abraço.

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  10. Tenho a felicidade de ter esta obra prima no meu acervo de CDs. E como músico(toco guitarra) adorei ouvir quem conhece a parte teórica da coisa. Parabéns, Raul. Além de ter bom gosto pra time de futebol, também tem bom gosto pra música. Já estou no aguardo do post sobre o Abbey Road. Abraço!

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  11. Excelente Raul. E já fico ansioso ao saber que o próximo será Abbey Road. Já que vc tocou no assunto dos fones, qual vc me recomenda comprar?
    Saudações Palestrinas!

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  12. Uma coisa que esqueci de dizer hahaha já que você falou em pedidos, eu gostaria muito de ver um post sobre os seguintes albuns:

    Physical Graffiti do Led Zeppelin
    The Soft Parade ou L.A. Woman do The Doors

    Isso se você considerá-los de alguma forma importantes para o assunto do blog. Eu não sou dos anos 60, nem 70, nem 80... mas eu sou fascinado por músicas da época, principalmente do chamado 'rock psicodelico'.

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  13. Gostei muito do texto, também sou fã desse disco, acho que só foi igualado no Yoshimi Battles the Pink Robots, do Flaming Lips.
    Obra prima da engenharia sonora.
    Saiu recentemente um box especial com o cd original, um outro com a banda executando na integra ao vivo e um terceiro early mix 1972 com sutis diferenças do original.
    Se for possivel abordar no futuro como o Queen conseguia aqueles efeitos de guitarra orquestrada e coros impressionantes.
    Valeu.

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  14. Raul, desculpe a demora.
    Escutei a alguns dias e PQP!!! DESBUNDANTE!!!!!!!!
    Valeu!!! Pink Floyd eh sem palavras.
    Tem que continuar hein ?? Nada de desanimar e parar. Vai continuar tocando o barco sim senhor!
    Excelente!!!!
    =)

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  15. Ow, Raulzao, que tal, numa das edicoes, expor "Baba O'Riley" do "The Who". Sou fascinado por essa musica.

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